sexta-feira, 11 de julho de 2008

Crianças e adolescentes ficam vulneráveis na rua

24/11/2007 (09:43) | COMENTÁRIOS (0) Da calçada para o abrigo público
Kleyzer Seixas / Agência A TARDE
Crianças e adolescentes ficam vulneráveis na rua
Kleyzer Seixas, do A TARDE On Line
Em Salvador existe uma rede de abrigos com capacidade para atender cerca de mil crianças e adolescentes com problemas de moradia, destaca a presidente da Fundação Cidade Mãe, Yara Farias. A maiorias dos abrigados tem entre oito e 18 anos e descende de famílias da classe baixa.

O trabalho de recolhimento é feito pelos agentes dos Conselhos Tutelares, cujo papel principal é encaminhar o jovem para a casa dos responsáveis. Embora o primeiro passo seja levá-los para os abrigos, o objetivo é reintegrá-los ao convívio familiar, como ocorreu com um garoto que tentou tirar a própria vida e acabou passando a noite em um bueiro no bairro de Itapuã, na semana passada.

Ocorrido na semana passada, o caso chamou atenção pela situação de desespero do garoto, que mora há sete anos na rua. Nesta semana, o jovem viajou acompanhado por um conselheiro para a cidade de Simões Filhos, na Região Metropolitana da Salvador, para tentar encontrar algum parente, informa Inês Pereira, assessora dos Conselhos Tutelares de Salvador.

Apesar do trabalho do Conselho visar o retorno da criança à família, a assessora admite a dificuldade de reaproximação entre filhos e pais depois de tantos anos de afastamento. “Muitas vezes, não há mais vínculo. Muitas crianças perderam o contato com seus pais há anos e não tem mais a mesma relação”, diz.

Outra dificuldade de promover a reaproximação é a resistência dos meninos. Afastados de suas casas por causa de maus tratos ou por conta das más condições financeiras da família, os meninos encontram mais facilidades na rua, onde conseguem comida e trocados. Não é à toa que os pontos turísticos são os locais preferidos, destaca a assessora dos Conselhos Tutelares.

O Centro Histórico, a Barra, alguns pontos da Orla e o bairro da Pituba são os lugares mais freqüentados pelos jovens que vivem em situação de rua na capital baiana. “Os pontos freqüentados por turistas são os ideais porque os meninos têm os visitantes como as pessoas que mais se sensibilizam. Nesses locais, eles têm mais oportunidade”.

Outros cinco Conselhos estão sendo construídos na cidade para ajudar no trabalho dos agentes. A assessora destaca ainda a necessidade de realizar um trabalho preventivo para evitar que esses jovens troquem seus lares pelas ruas. “Precisamos fazer mais trabalho de conscientização, dando boas condições em casa, para que não haja brigas e confusões”.

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