sábado, 18 de dezembro de 2010

Labirintopatia e Labirintite: qual será a diferença?

O


torrinolaringologia/ORL/Fono

Labirintopatias-descrição

11/09/2004

Descrição

Fonte: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/12668

As labirintopatias também podem ser chamadas de vestibulopatias periféricas. Popularmente são conhecidas genericamente como "Labirintite", e refere-se a todos os problemas relacionados à audição e ao equilíbrio. Há muitas situações clínicas diferentes que se manifestam com vertigem e/ou tontura, isoladamente, ou associada a outros sintomas.
O labirinto é uma estrutura localizada no ouvido interno, e, juntamente com a visão, sistema músculo-esquelético e o cérebro são responsáveis pelo equilíbrio. Fica claro, portanto, que o equilíbrio é mantido através de diversos sistemas onde o labirinto informa sobre os deslocamentos do corpo, os olhos sobre a posição do corpo no espaço, a pele sobre a região do corpo que está em contato com uma superfície e os músculos e articulações sobre a posição e os movimentos corporais. Todas essas informações são analisadas em áreas específicas do sistema nervoso central que atuam providenciando correções rápidas do posicionamento do corpo para garantir o equilíbrio. As mensagens recebidas devem ser coerentes e qualquer informação conflitante pode resultar em vertigem/tonturas e sintomas associados.

Na vertigem existe uma ruptura de algum mecanismo responsável pelo equilíbrio corporal.
O que é vertigem/tontura? A vertigem e a tontura não são uma doença propriamente dita, mas sintomas de alguma doença. A vertigem pode ser definida como uma sensação ilusória de movimento oscilatório do meio ambiente ou do próprio corpo (parece que tudo está girando ao seu redor ou que você está girando) e a tontura como uma sensação de perda da estabilidade corporal não necessariamente com associação de movimentos giratórios.

Cerca de 85% dos pacientes com tontura apresentam algum distúrbio do sistema vestibular periférico (labirinto e/ou VIII nervo - responsável pela transmissão das informações do labirinto ao cérebro) ou do sistema vestibular central (alteração no sistema nervoso central). O tipo mais comum de tontura é a vertigem, que pode ser classificada como vertigem posicional, que surge quando a pessoa assume uma posição específica da cabeça ou vertigem de posicionamento, que surge quando da mudança rápida de posição da cabeça, que é o tipo mais comum. A vertigem posicional e a de posicionamento indicam um distúrbio geralmente do sistema vestibular periférico, sendo raramente de origem central.

As tonturas são sintomas extremamente freqüentes em todo o mundo e ocorrem em qualquer faixa etária, mas predominam em adultos e idosos. Estatísticas indicam que é o segundo sintoma mais prevalente até os 65 anos (superado apenas pelas cefaléias), sendo o sintoma mais freqüente após esta idade e que cerca de 42% da população adulta o refere em alguma época de sua vida. Há uma maior predileção pelo sexo feminino, com uma proporção de aproximadamente 2 mulheres para cada homem acometido (2:1).

Causas
Mais uma vez é importante frisar que as tonturas/vertigens correspondem a sintomas e correspondem à manifestação de alguma doença.

As causas de labirintopatias podem ser divididas em:
  • Doenças Sistêmicas pré-existentes como diabetes, hipertensão, reumatismo, doenças cardiovasculares (labirintopatia cardiovascular);
  • Doenças específicas de Otorrinolaringologia como a Doença de Meniére e a vertigem posicional paroxística benigna;
  • Infecção por vírus ou bactéria (Labirintite Aguda, Neurite Vestibular, Neurite do VIII Nervo);
  • Problemas de coluna, problemas cervicais, excesso de colesterol e triglicérides;
  • Traumas por acidentes ou devido a barulho elevado;
  • Medicamentos (exemplos: diuréticos, antiinflamatórios e antibióticos);
  • Hábitos inadequados como fumo, álcool e abuso de café;
  • "Stress" e problemas psicológicos.

    Quais são as labirintopatias mais freqüentes?
    As duas labirintopatias mais freqüentes são a vertigem posicional paroxística benigna e a doença de Ménière, que ocorrem principalmente em adultos e idosos.

    A causa da vertigem pode estar evidente ou não à história clínica ou aos antecedentes pessoais e familiares. Exames laboratoriais subsidiários podem ser necessários para elucidar a etiologia. É muito importante a investigação da causa para afastar doenças mais graves e para definição do tratamento.

    Quais são os medicamentos que podem estar associados a quadros de vertigem?
    Entre as substâncias potencialmente tóxicas para o ouvido interno estão:
  • Anti-hipertensivos, beta-bloqueadores, antiarrítmicos, vasodilatadores coronários, vasodilatadores periféricos, vasoconstritores, medicamentos para enxaqueca, anticoagulantes, diuréticos;
  • Antidepressivos, analgésicos, sedativos, tranqüilizantes, hipnóticos, anticonvulsivantes, antiparkinsonianos, antieméticos;
  • Relaxantes musculares e antiinflamatórios não hormonais;
  • Antibióticos, sulfas, anti-tuberculosos, anti-helmínticos, antimaláricos, anti-micóticos;
  • Expectorantes, broncodilatadores, estimulantes respiratórios, antialérgicos;
  • Citostáticos, metais pesados, solventes, anticoncepcionais, hormônios, anestésicos, moderadores de apetite.

    O uso de antibióticos aminoglicosídeos constitui a causa mais comum de toxicidade para o ouvido (ototoxicidade) na rotina clínica. A gentamicina, um aminoglicosídeo empregado por via parenteral, pode lesar intensamente o sistema vestibular e causar desequilíbrio incapacitante e irreversível.

    A Exposição a ruídos intensos podem produzir traumas acústicos e vertigem ou outros tipos de tonturas por disfunção vestibular simultânea à lesão auditiva.

  • Sintomas
    Há diversos tipos de tontura, de acordo com a sensação do paciente em ralação à perda de estabilidade. Basicamente, as tonturas podem ser classificadas como rotatórias (vertigens), em que o paciente relata a sensação de estar girando no meio ambiente (vertigem subjetiva) ou de que os objetos giram ao seu redor (vertigem objetiva) e não rotatórias, caracterizadas por instabilidade corporal, desequilíbrio à marcha, sensação de flutuação, pulsões para o lado, para frente ou para trás, atordoamento etc. Um mesmo paciente pode apresentar mais de um tipo de tontura. As tonturas podem, ainda, ser classificadas como agudas, em crise única ou em crises periódicas, ou crônicas, de modo intermitente ou constante. Quanto à intensidade as tonturas podem ser leves, moderadas, severas ou incapacitantes.

    Diversos são os sintomas que acompanham as tonturas/vertigens nas labirintopatias. Dentre eles destacamos o zumbido, definido como um ruído que surge espontaneamente nos ouvidos. Praticamente um em cada quatro ou cinco pacientes com vertigem e outros tipos de tontura apresenta zumbido (primeiro sintoma associado, em ordem de prevalência). Outro achado comum é a hipoacusia (segundo sintoma mais comum), ou seja, uma diminuição da capacidade auditiva. A cefaléia e a depressão vêm a seguir como terceiro e quarto sintomas concomitantes mais prevalentes.

    Outros sintomas associados incluem: síndrome neurovegetativa com vômitos ou náuseas, sialorréia (excesso de salivação), sudorese, taquicardia (coração acelerado) mal estar gástrico, visão e olfato desagradáveis, ansiedade e pânico, hipersensibilidade a sons, sensação de desmaio iminente, pressão ou sensação de plenitude no ouvido, quedas e fadiga. Chama a atenção, a prevalência relevante de distúrbios de memória e dificuldade de concentração presente não apenas em indivíduos idosos, como também em adultos e jovens.

    Diagnóstico
    Qualquer tontura acompanhada de sintomas relacionados com a audição (disacusia, zumbido, hipersensibilidade a sons, diplacusia, déficit de atenção) ou de manifestações neurovegetativas (náuseas, vômitos, sudorese, palidez, taquicardia etc.) também deve ser considerada como de origem vestibular até prova em contrário, devido a contiguidade ou continuidade funcional entre os sistemas auditivo e vestibular e à inter-relação vestibular com o núcleo do vago.

    É possível ter uma orientação diagnóstica com as informações da história clínica? Sim. As características da tontura e dos sintomas associados podem sugerir não apenas a intensidade do quadro clínico e suas implicações na qualidade de vida do paciente, como também o diagnóstico sindrômico, topográfico e etiológico de numerosas vestibulopatias. Em muitos casos pode ser necessária a realização de exames complementares para afastar doenças mais raras ou mais graves e confirmar a hipótese diagnóstica.
    Sendo assim, o importante é à busca de orientação médica de um especialista, para que o paciente tenha o diagnóstico da causa da vertigem/tontura esclarecida.

    Tratamento
    A remoção ou controle da causa é um dos alvos terapêuticos na vertigem e sintomas associados, mas a terapia dirigida exclusivamente para a etiologia pode ser insuficiente. Principalmente nas fases agudas pode ser necessária a introdução de medicamentos voltados para os sintomas: tontura, vertigem e zumbidos. É preciso frisar que a alteração vestibular pode prosseguir em atividade mesmo após a eliminação ou controle adequado do agente causal, motivo pelo qual é importante proceder a um tratamento especificamente vestibular, por meio de exercícios de reabilitação, medicamentos antivertiginosos e para controle dos zumbidos, orientação nutricional, modificação de hábitos, correção de vícios e, eventualmente, aconselhamento psicológico.
    Não há uma droga específica para tratar a vertigem de cada distúrbio do sistema vestibular. A medicação antivertiginosa habitualmente é um recurso valioso como parte da abordagem terapêutica holística. Vários medicamentos não apenas têm um efeito antivertiginoso e/ou antiemético, como também podem atenuar ou mesmo eliminar perdas auditivas neurosensoriais, zumbidos, hipersensibilidade a ruído e outros sintomas associado. Os medicamentos antivertiginosos não tratam a doença em si, somente controlam os sintomas.

    Algumas orientações gerais são importantes como tratamento adjuvante:
  • Evite o jejum prolongado, fracione a dieta em mais refeições ao dia;
  • Alimente-se com regularidade, preferindo pequenas quantidades e em horários fixos (fracionar a dieta);
  • Distribua as refeições de forma adequada ao longo do dia com desjejum, almoço e jantar, com pequenos lanches entre elas;
  • Evite açúcar branco, Açúcar mascavo e mel. Prefira adoçantes dietéticos;
  • Massas e comidas gordurosas devem ser limitadas a pequenas quantidades;
  • Procure comer devagar, mastigando bem a comida, e evite comer de frente à TV;
  • Reduza ao máximo a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Procure não fumar;
  • Evite café (não mais que 3 xícaras por dia), chá preto, e refrigerantes (evite cafeína!);
  • Beba de quatro a seis copos de água por dia, procure manter-se sempre bem hidratado;
  • Evite o stress e procure atividades para relaxamento e distração;
  • Evite o repouso excessivo (dormir demais não faz bem!);
  • Procure orientação médica para prática de atividade física;
  • Evite medicações com potencial tóxico para o labirinto como antiinflamatórios, diuréticos e moderadores de apetite.

  • Prevenção
    Não existe nenhum tratamento ou medida preventiva para o surgimento de labirintopatias e seus sintomas associados como tontura, vertigem e zumbidos. De uma maneira geral devem-se evitar situações de risco como exposição a barulhos/ruídos excessivos sem proteção auricular, hábitos não adequados como o uso de bebidas alcoólicas, fumo ou excesso de café. Além disso, a busca por uma vida saudável com especial atenção à alimentação e à prática de exercícios físicos sob orientação especializada, pode prevenir uma série de doenças, especialmente as doenças cardiovasculares, que podem ser causas de labirintopatias.

    www.abbottbrasil.com.br

    IMPORTANTE

    • Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
    • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
    Publicado por: Dra. Shirley de Campos

    TONTURA - VERTIGEM - "LABIRINTITE"

    fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?542

    O que é?

    Tontura é o termo que representa genericamente todas as manifestações de desequilíbrio.

    As tonturas estão entre os sintomas mais freqüentes em todo o mundo e são de origem labiríntica em 85% dos casos. Mais raramente, as tonturas podem ser de origem visual, neurológica ou psíquica.

    Vertigem é um tipo particular de tontura, caracterizando-se por um sensação de rotação.

    Labirintite é uma enfermidade de rara ocorrência, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto. O termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto.

    Existem dezenas de doenças e/ou distúrbios labirínticos e cada uma delas tem características próprias que exigem formas especiais de tratamento.

    Como é?

    A maioria das pessoas usa a palavra tontura para descrever a sua perturbação do equilíbrio corporal. Outras descrevem essa perturbação como atordoamento, sensação de “cabeça leve”, entontecimento, estonteamento, impressão de queda, instabilidade, sensação de flutuação, de estar caminhando em cima de um colchão, tonteira ou, ainda, zonzeira.

    A vertigem é o tipo mais freqüente de tontura. O paciente sente-se girando no meio ambiente ou o ambiente gira a sua volta.

    As crises mais fortes de tontura podem ser acompanhadas de náuses, vômitos, suor, palidez e sensação de desmaio.

    Muitos pacientes com tontura também podem referir outros sintomas como ruídos no ouvido ou na cabeça (zumbido, zoada, tinido, tinitus), diminuição da audição, dificuldade para entender, desconforto a sons mais intensos, perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental. Isso é devido às interrelações entre o sistema do equilíbrio com a audição e outras funções do sistema nervoso central.

    A figura mostra o ouvido externo (canal do ouvido, tímpano), ouvido médio (com os ossículos martelo, bigorna, estribo) tuba auditiva, ouvido interno ou labirinto (aparelho vestibular, vestíbulo, cóclea, nervo vestibular, nervo coclear), cérebro.

    Labirinto – O que é?

    O labirinto, também conhecido como ouvido interno, congrega as funções da audição e do equilíbrio. Fica encrustado no osso temporal, um dos ossos do nosso crânio.

    A palavra labirinto lembra uma estrutura complexa e elaborada. Assim, quando os anatomistas clássicos começaram a estudar o osso temporal, perceberam que havia tantas estruturas, tantos pequensos orifícios, tantas estruturas ósseas diferentes, que o nome labirinto foi a escolha lógica.

    A parte anterior do labirinto, chamada de cóclea, está relacionada coma a audição. A parte posterior, formada por um conjunto de três canais, chamados de canais semicirculares, está relacionada com o equilíbrio.

    A estrutura que liga a cóclea ao aparelho vestibular é chamada de vestíbulo (o “hall” de entrada do labirinto).

    Dentro do labirinto ósseo existe um labirinto membranáceo, imerso em um líquido chamado perilinfa. No vestíbulo, o labirinto membranaáceo divide-se em duas pequenas bolsas: o utrículo e o sáculo. O labirinto membranáceo é preenchido por um líquido, a endolinfa.

    As informações sobre o equilíbrio e a audição chegam ao cérebro através dos nervos vestibular e coclear, respectivamente.

    Labirintopatias ou Vestibulopatias

    As doenças do labirinto são popularmente conhecidas como “labirintites”, uma denominação errônea porque uma infecção ou inflamação do labirinto, como sugere o sufixo-ite, são de rara ocorrência. Os termos labirintopatias (para designar as afecções do ouvido interno ou labirinto) ou vestibulopatias (para designar as afecções que acometem qualquer parte do sistema vestibular ou sistema de equilíbrio) são mais adequadas.

    Vestibulopatias periféricas são as que acometem o sistema vestibular periférico, constituído pelos canais semicirculares, utrículo, sáculo e o nervo vestibular (oitavo por craniano). Cerca de 85% das vestibulopatias são de origem periférica.

    Vestibulopatias centrais são as que lesam estruturas vestibulares no sistema nervoso central.

    Equilíbrio – Como é Mantido?

    A manutenção do equilíbrio corporal é uma função extremamente complexa e envolve diversos órgãos e sistemas.

    Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, nos olhos, na pele e nos músculos e articulações.

    O labirinto informa sobre a direção dos movimentos da cabeça e do corpo (para cima, para baixo, de um lado para o outro, para frente, para trás e rotações).

    Os olhos informam sobre a posição do corpo no espaço, a pele informa sobre qual parte do corpo que está em contato com uma superfície e os músculos e articulações (sistema proprioceptivo) informam sobre os movimentos e quais as partes do corpo que estão envolvidas com eles.

    O sistema labiríntico é a central de informações, que recolhe os impulsos de todos os sensores eo sistema nervoso central as recebe para serem analisadas. As informações recebidas devem ser coerentes. A chegada de informações conflitantes pode resultar em tontura e enjôo até que o sistema se habitue a esta nova realidade.

    Tontura é doença?

    Tontura não é doença, e sim um sintoma que pode surgir em numerosas doenças. Tontura é uma sinal de alerta, de alarme de que algo não está bem no organismo.

    Depois de dor de cabeça, tontura parece ser o sintoma a mais comum em consultórios médicos. Estima-se que cerca de 42% dos adultos queixam-se de tontura em alguma época de suas vidas.

    Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. O sexo feminino parece ser o mais acometido.

    As tonturas podem afetar de diferentes modos a qualidade de vida. Podem ser leves, moderadas ou intensas, esporádicas, freqüentes ou constantes e, além da desconfortável sensação de perturbação do equilíbrio corporal, podem vir acompanhadas de prejuízo da memória, dificuldade para entender, fadiga física e mental, dificuldade para ler e escrever.

    A insegurança física gera insegurança psíquica, o que pode ocasionar ansiedade, depressão e pânico.

    As causas

    O desequilíbrio corporal pode ocorrer por apresentar alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do sistema vestibular (vestibulopatias primárias) ou determinadas por problemas clínicos à distância em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras (vestibulopatias secundárias).

    Numerosas são as causas de vestibulopatias primárias e secundárias:

    traumatismos de cabeça e pescoço
    infecções (por bactérias ou vírus)
    drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.)
    erros alimentares
    tumores
    envelhecimento
    distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial, arteriosclerose)
    doenças metabólicas – endócrinas (hipercolesterolemia, hiper ou hipoglicemia, hiper ou hipoinsulinemia, hiper ou hipotireoidismo)
    anemia
    problemas cervicais
    doenças do sistema nervoso central
    alergias
    distúrbios psiquiátricos, etc.

    A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares (sangue, urina, radiológico) ou avaliações em outras áreas médicas (endocrinologia, neurologia, cardiologia, psiquitria, ortopedia, reumatologia, etc.).

    As doenças, propriamente, que podem acometer os sistemas vestibular e auditivos, causando tonturas com ou sem outros sintomas como zumbido, surdez, etc. são bastante numerosas. Mencionaremos apenas as mais comuns:

    vertigem postural paroxística benigna:

    breves e repentinos episódios devertigem e/ou enjôo aos movimentos da cabeça.

    doença de Ménière:

    Nos quadros clínicos típicos, a queixa é de crises vertiginosas, diminuição da audição, sensação de pressão no ouvido.

    neurite vestibular:

    Vertigem aguda, intensa e prolongada, com náuseas e vômitos. Pode ser de origem inflamatória ou infecciosa (viral).

    Doenças do ouvido médio e/ou tuba auditiva:

    Vertigens, zumbido e/ou diminuição da audição podem ser causados por obstrução da tuba auditiva e otite média.

    Cinetose (mal do movimento)

    tonturas, náuseas, eventualmente vômitos, palidez e suor podem ocorrer em veículos em movimento.Quando enjoamos em um navio ou automóvel, isso resulta do conflito de informações entre os sensores. O Máximo do conflito ocorre quando nos encontramos sentados em uma sala interna de um navio. Como não há janelas, os nossos olhos informam que estamos parados. O nosso sistema proprioceptivo (músculos e articulações) também informa que estamos parados. Mas os labirintos continuam informando que estamos em movimento. Algumas pessoas são mais sensíveis a esse conflito de informações. Quando estamos e lendo em um automóvel em movimento enjoamos mais, porque nossos olhos, fixos na leitura, não colaboram com os labirintos na informações relacionadas com o movimento do automóvel.

    Surdez súbita e vertigem:

    A perda auditiva, habitualmente, surge em um dos ouvidos e pode ter diferentes causas, como infecções por vírus, traumas cranianos ou acústicos, doenças auto-imunes, vascular, tumores, etc. Tonturas de vários tipos podem ocorrer. A crise vertiginosa típica com náuseas e vômitos é comum.

    Esclerose Múltipla:

    É uma afecção crônica e progressiva, de causa desconhecida, do sistema nervoso central. Vertigem súbita, com ou sem perda da audição, súbita ou não, e/ou zumbido podem ser os sintomas iniciais. Tontura e desequilíbrio são mais comuns do que a perda auditiva.

    Como o médico faz o diagnóstico?

    O conjunto de história clínica, exame físico e a seqüência dos testes auditivos e vestibulares aplicados recebe o nome de avaliação otoneurológica.

    Um dos pontos mais importantes da avaliação otoneurológica é a história clínica. Devem ser obtidas informações detalhadas do paciente sobre sua tontura e outros sintomas concomitantes. Os antecedentes pessoais e familiares, conhecer os hábitos de vida, medicações e preferências alimentares da pessoa também é muito importante.

    Existe uma série enorme de testes de audição e de equilíbrio corporal (testes labirínticos). Esses exames são realizados de acordo com a necessidade de cada paciente. Não existe uma seqüência predeterminada. Os resultados dos testes básicos indicam quais os testes mais avançados que devem ser aplicados.

    Em função dos grandes progressos na obtenção de imagens do corpo humano, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são dos exames de enorme utilidade no diagnóstico das vestibulopatias.

    Como se trata?

    Vertigem e outras tonturas são sintomas que costumam ser sensíveis ao tratamento desde que haja coerência com o diagnóstico formulado.

    Em grande número de casos, com auxílio de exames laboratoriais e obtenção de imagens, conseguimos estabelecer a causa da doença e instituir o melhor dos tratamentos, ou seja, o tratamento etiológico (da causa).

    O tratamento atual das doenças ou distúrbios do equilíbrio consiste numa associação de providências que devem ser tomadas para se obter resultados mais satisfatórios. Esse múltipla abordagem de conduzir o tratamento consiste no seguinte:

    procurar eliminar ou atenuar a causa da tontura
    utilizar criteriosamente os medicamentos antivertiginosos: Existem vários remédios que são usados no tratamento das tonturas. Eles têm a função de deprimir o sistema labiríntico. Alguns deles são tão populares que se encontram nas listas de medicamentos mais vendidos. As vezes, encontramos pacientes que já tomaram todos, ou quase, os remédios que existem e vieram à consulta para saber se já surgiu algum produto novo. O importante é a escolha do medicamento mais adequado, baseado no diagnóstico e nas reações orgânicas e psíquicas de cada paciente.
    Personalizar os exercícios de reabilitação do equilíbrio: A reabilitação do equilíbrio, por meio de exercícios (exercícios vestibulares), reajusta as relações entre os sinais enviados pelas estruturas responsáveis pela manutenção da postura corporal (labirinto, olhos, pele, músculos e articulações). Tratam-se de exercícios repetitivos com os olhos, a cabeça e o corpo com o objetivo de criar um conflito sensorial que vai acelerar a compensação, provocando o reajuste da função do equilíbrio.
    Correção de erros alimentares que podem agravar a vertigem e sintomas associados.
    Mudanças de hábitos ou vícios que possam ser fatores de risco, principalmente quanto ao uso de açúcares de absorção rápida, café, álcool e fumo.
    Cirugia da vertigem: Deve ser destinada a casos específicos (tumores, fracassos do tratamento clínico em certas doenças), em combinação, ou não, com as medidas que constituem a múltipla abordagem do tratamento conservador.

    Como a tontura evolui?

    Algumas doenças, ou distúrbio labirínticos, são autolimitantes, ou seja, curam sozinhas. Outras curam por compensação labiríntica, ou seja, um reajuste entre as estruturas que comandam o nosso equilíbrio.

    A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa.

    A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos,novas estratégias de tratamento podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

    Perguntas que você pode fazer ao seu médico?

    Qual é a causa da minha tontura?

    A minha tontura é uma doença?

    Eu tenho tontura, vertigem ou labirintite?

    O que é labirintite?

    A minha tontura tem cura?


    Resenha

    fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/2006/12/09/tontura/

    A tontura é uma das anomalias mais comuns em todo o mundo. Ela atinge cerca de 10% da população mundial de ambos os sexos. Embora sua ocorrência seja mais comum em adultos e idosos, crianças e adolescentes também sofrem desse distúrbio.
    As causas da tontura estão geralmente ligadas a disfunções na orelha interna (labirinto) ou no sistema nervoso central. Elas podem estar situadas, também, em outros órgãos do corpo. O sistema vestibular (nervo encarregado de levar informações de equilíbrio ao cérebro) é muito sensível à influência de distúrbios no corpo.

    O equilíbrio é uma função sensório-motora que tem como objetivo estabilizar o campo visual e manter a postura ereta. Através da integração das informações provenientes de músculos e articulações nos núcleos vestibulares sob a coordenação do cerebelo, é possível manter o equilíbrio.

    Quando há conflito na integração das informações destes três receptores, surge a sensação de perturbação do equilíbrio corporal, causando tontura, também chamada tonteira, zonzeira ou atordoação. Ela caracteriza-se por uma percepção errônea, uma ilusão ou alucinação de movimento, uma sensação de desorientação espacial dos tipos rotatório (vertigem) ou não rotatório (instabilidade, flutuação, oscilação), desequilíbrio e distorção visual (oscilopsia). A perda auditiva, dificuldade de entendimento, zumbido, sensação de pressão no ouvido e incômodo com sons geralmente estão também associados com a tontura.

    O desequilíbrio corporal pode ser causado por disfunções do sistema vestibular que podem ser primárias ou as originárias de outros órgãos, chamadas de secundárias. As causas mais comuns destes tipos de desequilíbrios são: traumatismos de cabeça e pescoço, infecções (por bactérias ou vírus), drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.), erros alimentares, tumores, envelhecimento, distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial, arteriosclerose), anemia, problemas cervicais, doenças do sistema nervoso central, alergias e distúrbios psiquiátricos.

    A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares (sangue, urina, radiológico) ou avaliações em outras áreas médicas (endocrinologia, neurologia, cardiologia, psiquiatria, ortopedia, reumatologia, etc.).
    Inúmeras doenças que podem acometer o sistema vestibular e auditivo, causando tonturas com ou sem outros sintomas como: zumbido e surdez.

    As tonturas comumente são chamadas de “labirintite”, porém este termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto. Os termos mais adequados são; labirintopatias, para designar as afecções do ouvido interno ou labirinto e vestibulopatias, para designar as afecções que acometem qualquer parte do sistema vestibular ou sistema de equilíbrio.

    Ainda dentro dessas doenças podemos citar a cinetose, também conhecida como mal do movimento, caracterizada pelo enjôo em navios e automóveis, doenças do ouvido médio e da tuba auditiva, causadas pela obstrução da tuba que geram zumbidos e a doença de Ménière que são as crises vertiginosas com diminuição da audição seguida de uma pressão no ouvido.

    O tratamento é feito de maneira personalizada de acordo com o diagnóstico e com as necessidades de cada paciente, podendo incluir o uso de medicamentos, otoneurocirurgia e reabilitação vestibular, além de correção de erros alimentares, mudanças de hábito e de estilo de vida e aconselhamento psicológico quando necessário.

    A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa. A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos, novas estratégias de tratamento, como exercícios e fisioterapia podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

    Tire suas dúvidas acessando as 10 páginas – Vertigem – 200 dúvidas a respeito

    Referência:

    Manual Merck – Seção: Distúrbios do Cérebro e nervos:Cap 63 Vertigem [on line]

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