quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Interdisciplinaridade como forma de educar as Gerações Futuras: Raylene Rêgo p. 54


Edição novembro/dezembro – 2011
Diretores: Marcos Muniz MeloLuciana de Andrade Ribeiro Melo
Jornalista Responsável Patrícia Goedert Melo -DRT 4490
Diagramação:Franciele Moreira BragaEditora Melo
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Colaboraram nesta edição
Alessandra Assad
Alessandra Wajnsztejn
Benne Catanante
Celso Antunes
Celso Vasconcellos
Cláudio Ricardo Gomes de Lima
Dora Lúcia Fracasso da Silva
Eduardo Shinyashiki
Elson Davanzo di Santo
Fabiana Skrobot
Isabel Parolin
Joe Garcia
José Manuel Moran
Laura M. Serrat Barbosa
Luca Rischbieter
Lucy Duró
Marcelo Martins
Marcelo Sando
Maria Fernanda Takahashi
Meiry Kamia
Nadia Aparecida Bossa
Natasha Schiebel
Raylene Rêgo
Tania Zagury
Telma Pantâno
Zita Lago
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Caro Leitor Nesta edição, convidamos o leitor a re fletir sobre a educação para as diferentes gerações de alunos que adentram nas escolas. Atualmente, questiona-se o comportamento e atuação desses jovens, que têm diferentes visões de mundo e inúmeras expectativas quanto ao desenvolvimento educacional e pro fissional. Em educação, os con flitos ideológicos entre as novas gerações e educadores apontam para a necessidade de reavaliação de modelos educativos e das maneiras de educar e também para a necessidade de maior interação dos pais e de professores na educação dos alunos. Além disso, outros fatores como, por exemplo, a informatização na educação, põem à prova a aprendizagem no dia a dia da escola e sugerem mudanças urgentes nas metodologias aplicadas. A Revista Aprendizagem reuniu aqui a opinião e a experiência de profissionais da educação para identi ficar e buscar soluções dos con flitos que existem entre as diferentes gerações. Na reportagem de capa, além de trazer para a discussão vários aspectos da convivência entre alunos, professores e família, apresenta-se o projeto inovador “So fia nas Escolas”, realizado em instituições de ensino da cidade de Curitiba-PR, que busca despertar nas crianças a consciência social, ambiental e de cidadania. Na entrevista, conversamos com o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki sobre importantes fatores emocionais, relacionais e sociais que pais e professores devem considerar para otimizar o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens. Nos artigos desta 27ª edição, reunimos a opinião e o conhecimento de especialistas nas áreas da psicologia, psicopedagogia, neurociência, interdisciplinaridade, entre outras, para discutir, de forma ampla, as relações entre a família e escola com os chamados “nativos digitais” no aprimoramento de processos de ensino-aprendizagem para a educação do futuro. A partir desta edição, apresentamos a seção Tecnologia Educacional que aborda diferentes aspectos quanto ao uso da tecnologia na sala de aula. Na seção Educação Profissional, o Instituto Federal do Ceará (IFCE), um dos mais antigos institutos federais do país, que atua de forma signi ficativa no desenvolvimento desse Estado, nas ações voltadas à profissionalização de alunos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação tecnológica, de forma presencial e no ensino à distância. Con fira também a crônica de Celso Antunes, especialista em inteligência e cognição, que nos apresenta uma metáfora sobre o con flito de novas gerações com o modelo atual da escola. Marcos Muniz MeloLuciana de Andrade Ribeiro MeloDiretoresOs adolescentes hoje são nativos digitais. Como integrar recursos das novas tecnologias ao currículo no sentido de estabelecer novas relações de aprendizagem em sala de aula?Sonia Regina de Lima Soares – RSAs tecnologias são construídas na constituição da sociedade e da cultura em constantes intergêneses entre os grupos sociais, sobrepondo-se às técnicas conceituais, diz o educador Mário Osório Marques em sua obra “A Escola do Computador” (1999). Nesse sentido, temos que os avanços das tecnologias são realidades contextuais e inquestionáveis no atual momento histórico e as dimensões multifocais da inteligência se tornam reais a cada momento. Tudo isso estimula ao exercício de inovadoras possibilidades para a educação contemporânea. Mediante tal fato, surgem novos desafios aos sistemas educacionais e aos educadores. De forma geral, cabe-nos valorizar essas inovações e tentar, na “medida do impossível”, refletir sobre os impactos causados no desenvolvimento infanto-juvenil e transitar nessas vias virtuais e digitais com competência e atitudes inusitadas, de acordo com os desafios que elas nos oferecem. Educar os adolescentes, nativos digitais e transeuntes da virtualidade, inventivos e com características específicas demandadas por essas inovações, é tarefa altamente complexa e comprometedora. Para não nos caracterizarmos nos “analfabytes do contemporâneo” é mister sermos capazes de integrar esses inovadores recursos virtuais e midiáticos às nossas práticas cotidianas. Tais recursos oferecidos pelas novas tecnologias e articulados ao ciberespaço e as interatividades, onde as mensagens adquirem sentidos e significados em constante renovação, deveriam ser incluídos nos planos e currículos escolares, fazendo deles aliados no processo ensinagem-aprendência e estimulando aprendizagens mais significativas e ensinagens mais colaborativas. Diz Marques, na obra “Conhecimento e Educação” (1999), que dessa forma não mais se devem buscar informações para atuar sobre as tecnologias. Por outro lado, devemos entender que elas atuam sobre as informações e aceleram os saberes e os conhecimentos, manifestam competências criativas, determinam novas interações. Além disso, em sistemas altamente integrados, possibilitam interconexões em redes de possibilidades para estender as aprendizagens em grupo e de formas altamente colaborativas. Portanto, a dinâmica escolar se altera em seus tempos-espaços e se revitaliza. Porém, não deve perder o foco do educar o homem, apenas suprime alguns fazeres mecanicistas e desafia a outros fazeres, mais integrativos e emancipatórios, em que cada um fica mais responsável pelo grupo e o grupo é responsabilizado por cada um. Estimulam-se, assim, o desenvolvimento de capacidades outras, de criatividades desafiadoras, de atitudes de auto-organização, autodeterminação e tomada de decisão como fatores indispensáveis ao aprendizado e ao desenvolvimento dos adolescentes da época contemporânea.Zita LagoDoutora em Educação;Palestrante e docente do Grupo UNINTER/IBPEX;Docente visitante da ULHT; Pesquisadora da FCT – Lisboa/Portugal;Autora de obras e artigos sobre Filosofia e Educação.

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