quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Pequeno Príncipe: sobre o livro


Por: Raylene Rêgo.Juazeiro-BA. Pedagoga. Especialista em Interdisciplinaridade. Pós – graduada em Pedagogia Social. Pós – graduanda em Psicopedagogia.

 
Quem disse que esse livro é só para criança?


Ah! Já sei. Quem ainda não leu, só pode.

O livro “O Pequeno Príncipe” nos ensina várias lições.

O seu autor: Antoine de Saint-Exupéry demonstra uma sensibilidade incrível em suas palavras.

Eu me vi envolvida e comovida com a história. Não sei se com você acontecerá o mesmo, mas só saberá se tentar. Eu acredito que alguma coisa mudará em você. Custa tentar?

Quer voltar às lembranças do passado? Quer tentar rever caminhos que percorreu? O pequeno príncipe permite voltarmos à infância, a revivermos os mistérios infantis, a nos questionarmos. É um verdadeiro “reencontro” como diz o livro.

Não posso contar aqui a história toda, porque desejo que faça você mesmo a leitura e se redescubra. Mas posso sim deixar um gosto de quero mais!

Veja o que aprendi com o Pequeno Príncipe:

v  Se estiver triste, admire o pôr do sol!

v  Jamais desista de uma pergunta e consequentemente, de sua resposta.  Questione o tanto que for preciso!

v  Gente grande não gosta dos espinhos das flores, mas elas se defendem como podem!

v  Sinceridade, amor, questionamento, busca, pesquisa são essenciais!

v  Na vida visitamos planetas distintos e assim nos deparamos com:

·      Pessoas que se acham majestosas e que para essas majestades os outros não passam de súditos;

·      Pessoas que precisam ser admiradas, reconhecidas todo o tempo, nada os satisfazem, a não ser... que sejam reconhecidas como as melhores, as mais belas, mais ricas, mais inteligentes de todo o planeta;

·      Pessoas que se escondem em suas fraquezas, frustrações, sentem vergonha não erguem a cabeça, se sentem frágeis e vítimas das circunstâncias, encontram subterfúgios;

·      Pessoas que vivem ocupadas, que não elevam a cabeça por desejar adquirir sempre. Por considerar que o “Ter” é mais importante que “Ser”, que conviver não é o mais importante na vida;

·      Pessoas que preferem não se arriscar, não ousar;

·         Pessoas que aprendem a admirar, que desejam conhecer, que valorizam rios, mares, cidades, montanhas, desertos, mesmo sem conhecê-los, reconhecem que não sabe muita coisa, mas que não abandonam a curiosidade.

·         Pessoas que nos cativam e são cativadas, pessoas que são cativadas e cativam, nos ensinam a criar laços afetivos.

Após a leitura do livro, você compreenderá e identificará cada planeta visitado pelo pequeno príncipe. Essas pessoas que citei habitam em cada um deles. De repente, você também caracterizará as suas pessoas e que ligação há com a sua vida.

Descubra se há espinhos em você. Se há, quando eles aparecem?

Há quem diga que “Os espinhos não servem para nada. São pura maldade das flores.”

O pequeno príncipe não acredita nisso. Para ele “As flores são fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam poderosas com os seus espinhos...”

Deixarei as seguintes mensagens contidas na obra. São tantas, mas resolvi evidenciar apenas algumas porque as outras podem ser descobertas e apreciadas por você:

“Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me”. (p. 67)

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. (p. 70)

“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante”. (p. 72)

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. (p. 72)

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar...” (p. 81)

O pequeno príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltamos ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino”. (capa)


Referência:
O pequeno príncipe/Antoine de Saint-Exupery: com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 48ª Ed.- Rio de Janeiro: Agir, 2009.96p.:Il.
http://www.partes.com.br/2012/10/05/o-pequeno-principe/?fb_action_ids=446428915393983&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22446428915393983%22%3A540920559266795%7D&action_type_map=%7B%22446428915393983%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=revista Partes
 
 

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