domingo, 17 de março de 2013

Professores x alunos: debate esquenta sobre o uso de celulares nas escolas

08/08/2012 às 08h59
Atualizado em 08/08/2012 às 09h26

http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/O-programa/noticia/2012/08/professores-x-alunos-debate-esquenta-sobre-o-uso-de-celulares-nas-escolas.html
Professores de escola em São Paulo conversam com Fabrício Battaglini (Foto: Mais Você / TV Globo)Professores de escola em São Paulo conversam com Fabrício Battaglini (Foto: Mais Você / TV Globo)
O celular em sala de aula é um problema que tem tirado do sério muitos professores do país. A febre dos smartphones atinge, principalmente, os adolescentes e faz com que eles não prestem mais atenção às aulas. Por conta desse comportamento, professores estão se revoltando contra os alunos.
O Mais Você, com a ajuda do repórter Fabrício Battaglini, esteve em uma escola particular para conversar com alunos e professores. “É proibida a utilização de celulares durante as aulas, devendo os mesmos estarem desligados”, disse o diretor Silvio Freire, ao ler a lei que proíbe o uso do aparelho. Os professores estão desgastados de tanto pedir para os alunos largarem o celular durante as aulas. “Não dá para ver 100% do tempo. É cansativo ficar interferindo o tempo inteiro”, explicou o professor de filosofia, Steevens Beringhs.
 
Já para os alunos, se a escola disponibiliza o wi-fi, eles podem usar: “Coloco em cima do caderno e fico digitando. O professor nem vê”, confessou Maria Nunes, de 15 anos. Nem todos os alunos assumiram que utilizam os aparelhos durante as aulas. “Eu só vejo as horas”, argumentou Thiago Guaim, também de 15 anos e que estava com um relógio no pulso. A estudante Vitória Ré, da mesma idade, deu uma dica para não pegar o celular: “Só uso no recreio. Na aula, deixo ele dentro da bolsa para não ver a luz piscando”.
Os professores contaram também que a "geração X" é a responsável por tanta informação. “Existe um mito que os adolescentes de hoje conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Acontece que eles não fazem com a mesma intensidade”, sinalizou Adriano Santos, professor de português. Denise Selmo revelou que tira os alunos de sala quando os pega usando o smartphone: “Eles levam advertência”. Confira também o que os alunos de uma escola pública pensam sobre o assunto.
 
 

Uso do celular na sala de aula é tema de oficina do V Seminário O Professor e a Leitura de Jornal

"Leitura de Diferentes Mídias e Uso de Celular na Sala de Aula" é o nome da oficina que as educadoras Ângela Junker e Elizena Cortez darão durante o V Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal – Educação, Mídia e Formação Docente, que se realizará na UNICAMP, entre os dias 14 e 16 de julho.
Uso do celular na sala de aula é tema de oficina do V Seminário O Professor e a Leitura de Jornal
Elizena Cortez é uma das oficineiras do seminário em Campinas
As educadoras Ângela Junker e Elizena Cortez fazem parte do projeto Correio na Escola, do jornal Correio Popular, de Campinas/SP. Durante o V Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal – Educação, Mídia e Formação Docente, que se realizará na UNICAMP, entre os dias 14 e 16 de julho, elas darão a oficina “Leitura de Diferentes Mídias e Uso de Celular na Sala de Aula”.
Para conhecer um pouco mais sobre o que pensam as educadoras e como será a oficina, entrevistamos as duas.
Qual a importância dos educadores discutirem mídia na escola?
A possibilidade do professor agregar novos recursos como suportes midiáticos em sala de aula implica na oportunidade de facilitar o desenvolvimento dos conteúdos programáticos de forma mais contextualizada.
O nosso aluno não é um imigrante digital, pois já nasce inserido no contexto midiático e se utiliza desses recursos para a sua interação social. Os textos, imagens e sons tornam-se disponíveis à medida que o usuário percorre as ligações existentes entre eles e os utiliza no cotidiano, portanto se a maior parte do tempo escolar, os nossos alunos passam na escola, como vão desassociar esses recursos de sua vida acadêmica?
O que vocês pensam do uso do celular na sala de aula? Como os professores podem se aproveitar dessa tecnologia?
De acordo com a Lei aprovada pelo governador de SP José Serra, que proíbe o celular em sala de aula, essa mesma Lei não prevê o seu uso como um suporte pedagógico. Mas independente de Lei, propomos o uso do celular como de forma dirigida pelo professor, como um suporte pedagógico que sirva de ponte, de encontro entre produções textuais diferentes e que propicie o fim das rígidas fronteiras entre os textos. O uso do celular programado pode ser um facilitador da leitura/navegação e convida o leitor a construir ativamente seu próprio percurso pelos signos e hipertexto.
Existe disposição dos educadores, em geral, para trabalhar comdia na escola?
Não, pois há um receio em dominar as diferentes mídias, pois nós, professores, ao contrário de nossos alunos, somos imigrantes digitais e não tivemos uma formação adequada para trabalhar com esse tipo de linguagem.
O que o grupo RAC tem oferecido aos educadores que fazem parte do programa Correio Escola em termos de oficinas e capacitações?
O grupo RAC, pelo seu Departamento de Educação, busca as diferentes formas de apresentação de um trabalho com a mídia impressa e outros recursos midiáticos para a atualização dos professores, que se inscrevem a cada ano para o curso de extensão “A importância da leitura e prática do texto jornalístico.”
Partindo do pressuposto de que os conceitos piagetianos como “esquema, assimilação, acomodação e equilíbração”, que são usados para explicar como e por que o desenvolvimento cognitivo ocorre, utiliza os jornais, demais publicações da mídia escrita, palestras com jornalistas e professores de diferentes universidades, práticas pedagógicas com jargão e gêneros jornalísticos, para que os professores inscritos não se limitem somente às práticas pedagógicas usuais, mas também estejam capacitados para trabalhar o processo de aquisição de conhecimento utilizando-se das diferentes linguagens e diferentes mídias na sua prática de sala de aula.
Vocês darão a oficina “Leitura de diferentes mídias e uso de celular na sala de aula”. Como vão desenvolvê-la? O que os professores podem esperar dela?
A nossa abordagem será focada no histórico da origem da escrita e da necessidade de registrar os acontecimentos desde que a escrita surgiu com o homem primitivo no tempo das cavernas, quando este começou a gravar imagens nas paredes.
Os meios de comunicação atuais podem dar continuidade ao desenvolvimento da linguagem escrita e de outros suportes comunicacionais, como as diferentes mídias, o celular e a interação com as novas possibilidades que eles proporcionam para as atividades pedagógicas.
Serviço:
O V Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal – Educação, Mídia e Formação Docente é uma promoção da Associação de Leitura do Brasil (ALB), Programa Jornal e Educação/Associação Nacional de Jornais (ANJ), Faculdade de Educação da UNICAMP e Grupo ALLE, e Rede Anhanguera de Comunicação. Conta ainda com apoio da CAPES, FAEPEX, FAPESP e CNPQ.
 
 

Proibir celular em sala de aula
é ineficaz, dizem pesquisadoras

http://noticias.r7.com/educacao/noticias/proibir-celular-em-sala-de-aula-e-ineficaz-dizem-pesquisadoras-20100426.html
 
Aparelho deveria ser integrado às aulas e uso deveria passar por orientação
 
Rafael Sampaio, do R7 em Brasília
 
Paulo Liebert - 24.07.2009/Agência Estado
 
Proibir telefone celular em sala de aula é ineficaz, dizem pesquisadoras ouvidas pelo R7. Os alunos driblam o veto facilmente e continuam usando os aparelhos nas escolas.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (26), dez dias depois que a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro baniu o uso de celulares, bonés e das chamadas "pulseiras do sexo" nos colégios municipais.
A capital paulista tem proibição similar quanto ao uso dos telefones. Pelo menos quatro Estados - Ceará, Rondônia, Pará e Rio Grande do Sul - também vetam os aparelhos nas escolas.
As mochilas dos alunos não são revistadas, diz Maria Elizabeth Almeida, professora de educação digital da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Ela ressalta que isso não é o ideal a ser feito - o correto seria orientar os estudantes sobre o uso do aparelho.
- Os jovens usam pouco os celulares para falar. Eles preferem mandar mensagens, ouvir música, fazer fotos e vídeos. Por que não usar essa tecnologia de forma integrada com as aulas? É um potencial que pode ser aproveitado, a médio prazo, pelos colégios públicos, já que os aparelhos estão nas mãos da maioria dos adolescentes.

Confira também



Professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Rosa Viccari também é contra vetar o aparelho. Ela conta uma experiência bem-sucedida que viveu na Finlândia, sobre o uso de celular nas escolas:

- Acompanhei uma aula de biologia em um colégio para crianças. Elas fizeram uma trilha na natureza, e os celulares que usavam trazia a rota gravada em um GPS (sistema de localização digital). Os jovens também eram orientados a tirar fotos de plantas e animais encontrados no caminho e enviar, em tempo real, para o computador da escola.
As duas participaram de um pré-encontro da conferência internacional sobre o impacto dos TICs (conjunto de recursos tecnológicos) na educação, preparada pela Unesco (órgão da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Elas ponderam que os governos estaduais e a União deveriam pensar em políticas públicas que aproveitassem as tecnologias disponíveis, como celulares e câmeras fotográficas digitais, nas escolas.
- Os TICs vão além do uso de computadores e notebooks. É hora de correr atrás de uma integração dos aparelhos tecnológicos que já existem, levando em conta o ensino.
* O repórter participa da conferência a convite da Unesco

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