sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Brinquedos e Brincadeiras: Poemas Músicas

Brinquedo de Criança

Recordo ainda… E nada mais me importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança
Algum brinquedo novo a minha porta…
Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas da noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…
Estrada afora após segui… Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente
Sou um pobre menino… Acreditai…
Que envelheceu, um dia, de repente!..

Mário Quintana

Poema do Brinquedo
SE EU FOSSE UM PEÃO
 RODAVA EM VOLTA DO SEU CORAÇÃO
 E DESCOBRIA RAPIDINHO
A SUA MAIOR EMOÇÃO!

SE EU FOSSE UMA PETECA
 DEPOIS DE TANTO PULAR PRA LÁ E PRA CÁ
 EU TIRAVA UMA SONECA
 NA CASINHA DA BONECA!

 MAS SE EU FOSSE UM DADINHO
 SÓ PARARIA NO NÚMERO SEIS
 PRA NÃO SER MALVADA
E ALEGRAR TODAS VOCÊS!

 MAS SE EU FOSSE UMA CORDA
 ENQUANTO BRINCÁSSEMOS DE RODA
 E CANTÁSSEMOS AS ANTIGAS CANTIGAS
 LAÇARIA PARA SEMPRE
TODAS AS MINHAS AMIGAS!



 Os Viajantes e o Urso

Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
_O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
_Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral da história:
A desgraça põe à prova a sincaridade e a amizade


O Ursinho de Pelúcia

Toquinho

Sou mais de frio do que de calor
E não preciso de cobertor.
Se entro de férias vou hibernar
E quando sou branco, sou urso polar.
Danço no circo numa só pata,
De monociclo, sou acrobata.
Sou urso amigo de coração.
Amigo urso, não.
Não sou daninho,
Não tenho astúcia.
Sou só um ursinho de pelúcia.
Mesmo sem jeito, tenho um charminho.
Meu bum-bum balança quando caminho.
Fui roubar mel, correndo feliz,
Veio uma abelha, picou meu nariz.
Um dos presentes mais recomendados,
Sou eu no dia dos namorados.

JOGO DE BOLA
     Cecília Meireles


A bela bola
rola:
A bela bola do Raul

Bola amarela
A da Arabela

A do Raul
Azul

Rola a amarela
E pula a azul

A bola é mole
É mole e rola.


A bola é bela,
É bela e pula.

É bela rola e pula,
É mole , amarela, azul.

A de Raul é de Arabela,
E a de Arabela é de Raul.

Escritor(a): Ricardo Azevedo
Ilustrador(a): Ricardo Azevedo
"Bola de gude
A maior bola do mundo
é de fogo e se chama sol,
a bola mais conhecida
é a de jogar futebol.
Certa bola colorida
jogar bem eu nunca pude
é de vidro essa bandida
e chama-se bola de gude."

Bola de Meia Bola de Gude

(Milton Nascimento)

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem para me dá a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

Ele fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois o nosso menino
Não quer viver como toda essa gente insiste em viver

Pois não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem
Isso é coisa normal

Bola de meia
Bola de gude
O solidário não quer solidão

Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem para me dá a mão.


É uma partida de Futebol
(Skank)


Bola na trave não altera o placar
Sem ninguém para cabecear
Bola na rede para fazer um gol
Como jogador
Quem não sonhou
Em fazer um gol, ser jogador
de futebol?

A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda
É uma partida de futebol

Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha


Não adianta
Não há garganta que não pare de berrar

A chuteira veste a meia que veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde é o gramado
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora
É uma partida de futebol

O meio campo é o lugar dos craques
Que vão levando o time todo para o ataque
O centro avante, o mais importante
Que emocionante
É uma partida de futebol
O meu goleiro é um homem de elástico
Só os dois zagueiros tem as chaves do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mais que beleza, com certeza

É uma partida de futebol.


Meus brinquedos

De repente
Ao lembrar dos brinquedos queridos
Que ficaram esquecidos
Dentro do armário
Me bate uma saudade
Me bate uma vontade
De voltar no tempo
De voltar ao passado
Mas nada acontece
Nada parece acontecer
E eu choro
Choro como o bebê que fui
E a criança que quero voltar a ser
Não quero crescer!


Clarice Pacheco




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