sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dislexia: Intervenção Psicopedagógica Institucional



Apoio Psicopedagógico Institucional

Estudo levantado: Raylene Rêgo

Para ensinar a criança com dislexia é indispensável adotar uma postura de  ensino claro, objetivo, organizado, evidenciando os “sons”e “letras”e as correspondências entre elas e assim apresentando o alfabeto.

É importante ressaltar, que essas orientações devem durar, de acordo a estudos realizados, em média 10 a 15 minutos ao dia.

Evidências multissensoriais

Antes de averiguar as evidência multissensoriais relacionadas ao ensino da leitura, ortografia e escrita, é necessário considerar situações e estados anteriores da criança, ou seja, aprendizagens anteriores, tais como:

1.      Desenvolvimento da consciência fonêmica. O que é O.U/ I.E/

2.      Perceber que esses sons formam palavras e que estas palavras podem ser desmembradas (formada por unidades fonemas (sons).

3.      Ensino da consciência fonêmica e do princípio alfabético

 

 Técnica multissensorial para crianças com dislexia:

Dar-lhes objetos que podem ser manipulados: fichas, para representar as unidades de sons; letras; palavras e pseudo- palavras para que a criança analise.

Utilizar alfabeto de madeira ou plástico que pode ser sentido pelo tato e manipulado.

Evitar começar pelas letras minúsculas porque algumas letras são fáceis de confundir:

b – d,  b – p, p – q,   n – u,  e – a,  s – z,  t – f

comparadas às maiúsculas:     

B – D,   P – Q,   N – U,   M – W,   T – F.

Trabalhar orientação espacial porque a Crianças com dislexia, com frequência, têm problemas de orientação espacial. Isto significa que podem fazer confusão entre e , e , que partilham dois traços idênticos (um semicírculo e uma reta), embora em posições diferentes e correspondendo a quatro fonemas distintos.

Dispor de objetos com três cores completamente diferentes para representar as quatro unidades essenciais: uma cor para sílabas, dois tons diferentes de uma mesma cor, por exemplo, azul escuro e um mais claro para as unidades complementares de ataque e rima, e uma terceira cor, se possível, a favorita da criança, para representar os ‘sons’ (fonemas).

Ensinar os valores dos grafemas (uma ou duas letras que representam os fonemas do português), com brincadeiras e rimas.

Fique atento, contudo, ao fato de que, embora algumas crianças com dislexia e mesmo outras crianças sejam capazes de recitar o alfabeto, isto não significa que conheçam os princípios alfabéticos do português brasileiro.

Em virtude de terem decorado o nome das letras, podem, por exemplo, a cada vez que encontram uma letra, ter que começar sistematicamente a recitar o alfabeto desde o começo a fim de encontrar a letra, ou podem ser apenas capazes de recitar o alfabeto cantando, ou o que é mais grave, sintetizar os nomes das letras, ao invés dos sons que elas representam.

Para crianças maiores, com nivel de aprendizagem mais avançado, Buscar uma palavra no dicionário, pesquisar na Internet, nos guias turísticos, nas listas telefônicas, em arquivos de escritório e assim por diante.

Incentivar as crianças a escreverem, para estimular a modalidade manual-cinestésica.

Se fizermos  duas figas a nossa frente, com os polegares em ângulos retos, apontando para cima. A mão esquerda terá a forma de um , enquanto a mão direita terá a forma de um .

 

http://dislexiabrasil.com.br/secao3/wp-content/uploads/2012/08/11.jpg

Truque para não confundir , com

. O mesmo se aplica ao e ao , com os polegares  para baixo, como ilustrado abaixo.

 

 

 http://dislexiabrasil.com.br/secao3/wp-content/uploads/2012/08/12.jpg

Truque para não confundir com

 

Brincar com o alfabeto de madeira e de plástico do tipo a seguir:

 

  1. Com as fichas separadas em dois blocos como:

b                                 d

b                                 p

n                                 u

a                                 e

complete as palavras a seguir, lendo cada uma:

-ola     -edo    -ranco             -rato   -ave     -rso     -r         -la

2. Ouça como a letra c tem dois sons diferentes, conforme estiver antes de:

a              i

o              e

u              í

ô              é

ó              ê

ô             

ã

õ

 

-asa          -orta   -oisa    -ueca   -ômico                        -ódigo -ães     fa-ões -anto

-irco         -inco   -írio     -éu      -êntuplo

Você pode dividir a turma em dois grupos e fazer um campeonato para ver quem produz mais palavras.             

Quando você dispuser de um alfabeto de madeira ou plástico, peça às crianças para colocar as letras em forma de um arco ou arco-íris, conforme mostrado abaixo, de tal modo que possam ver todas as letras na frente deles.

 http://dislexiabrasil.com.br/secao3/wp-content/uploads/2012/08/13.jpg

De acordo com a idade e habilidade dos alunos, você pode programar um número ilimitado de atividades e de jogos para fixar os valores que as letras têm de acordo com a posição que ocupam na palavra.

Eles têm que se tornarem aptos a captá-los automaticamente.

Se você não tem um alfabeto de madeira, tente modelá-lo em argila.

Você também pode pedir às crianças para fazerem letras com seus corpos, assumindo a posição física das letras, seja de pé, ou no chão. Isto é mais fácil do que parece. O que é melhor, é um excelente meio de familiarizar as crianças com as características espaciais  das letras.

É muito importante estabelecer uma clara distinção entre as letras e os sons das letras, e certificar-se de que as crianças entendem a diferença. Pratique usando o jogo ‘Eu espio’.

Aconselhamos que você comece apontando para as letras, ou mostrando-as em fichas, sem dizer-lhes os nomes e sucessivamente emitindo os sons das letras. Nos exercícios, tome cuidado em não aceitar o nome da letra, quando apontar para uma delas ou quando emitir um som.

Aqui, ilustrações para algumas das atividades que podem ser desempenhadas com os grafemas do português brasileiro.

Observação: substituir nos links abaixo o nome das letras pela listagem dos grafemas do PB que está no livro Princípios do sistema alfabético do português do Brasil de Leonor Scliar-Cabral 2003.

Sequenciar os grafemas do PB, pela ordem de dificuldades, mostrando os diferentes valores que têm, conforme o contexto.

 

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